A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, nessa quarta-feira (14), a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar suspeitas de divulgação de informações falsas pela deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) contra Flávio Bolsonaro (PL), em publicações relacionadas a Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral.
A medida foi autorizada pela 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG), após uma notícia-crime apresentada pela equipe jurídica de Flávio. O Ministério Público Eleitoral também se posicionou a favor da investigação.
O caso envolve uma possível infração ao artigo 323, parágrafo 2º, inciso I, do Código Eleitoral, que prevê punição para a divulgação de fatos sabidamente inverídicos durante o período eleitoral.
Conforme a decisão judicial, o Ministério Público avaliou que são necessárias novas provas para esclarecer os fatos, incluindo informações fornecidas pela plataforma responsável pelas publicações questionadas.
No despacho, o magistrado determinou que o caso seja encaminhado à Polícia Federal em Divinópolis, responsável pela apuração. Também ordenou que a empresa X Brasil Internet preserve os registros digitais relacionados às postagens investigadas, referentes ao intervalo entre 24 de setembro e 8 de outubro de 2026.
A decisão, entretanto, não impede que Ana Elisa publique novos conteúdos sobre a disputa eleitoral. O pedido de restrição abrangente às manifestações da parlamentar sobre a eleição e os candidatos foi considerado genérico e indeterminado pelo Ministério Público Eleitoral, entendimento acolhido pelo juiz.
Além da abertura do inquérito, o magistrado determinou o encaminhamento de cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral, para conhecimento e adoção das providências consideradas cabíveis.
O juiz também retirou o segredo de Justiça do caso. A restrição de acesso foi mantida apenas para um documento pessoal apresentado pelo autor da notícia-crime.
Com a instauração do inquérito, a Polícia Federal deverá reunir informações e provas para esclarecer as circunstâncias das publicações e verificar se houve prática de irregularidade eleitoral. E mais: Moraes reduz dias da pena de general que foi ex-ministro de Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: redes sociais; Fonte: Metrópoles)

