O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), explicou a mudança de abordagem nesta quinta-feira (3). “Já que o presidente Hugo Motta está pedindo aos líderes para não assinarem o requerimento de urgência, nós começamos a partir de ontem a fazer assinaturas individuais. Neste exato momento, nós já temos 163 assinaturas individuais. São necessárias 257”, declarou após reunião do colégio de líderes.
Apesar da movimentação, Sóstenes ressaltou que Motta segue sendo um “aliado” da legenda. O objetivo do PL é atingir o mínimo necessário de 257 assinaturas até a próxima quinta-feira (10) para viabilizar a inclusão do tema na pauta do plenário. Inicialmente, a expectativa da oposição era contar com o apoio de cerca de 300 deputados.
Por outro lado, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a proposta da anistia sofreu uma derrota nesta semana, assim como a tentativa da oposição de obstruir as votações na Câmara.
“Eles [oposição] têm que arrumar um discurso. Passaram a semana inteira dizendo que iam apresentar isso, apresentar os nomes, apresentar o requerimento, na verdade eles não apresentaram. Essa semana essa tese da anistia foi derrotada aqui […] Foi derrotada a anistia e foi derrotada a obstrução. A obstrução não teve votos”, declarou.
Enquanto a base governista se posiciona contra a proposta, a oposição insiste na aprovação do projeto, que também poderia abrir caminho para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível até 2030. O deputado Zucco (PL-RS), líder da oposição, reforçou que o grupo quer levar a proposta para votação ainda em abril, sem passar por uma comissão especial.
Paralelamente, o PL seguirá adotando uma estratégia de “obstrução responsável” para dificultar o andamento de outras pautas no plenário. “A nossa obstrução não é irresponsável com a Casa, por isso estamos votando lentamente as matérias de importância para o país, mas vamos continuar nossa obstrução responsável até que o presidente Hugo Motta tenha um conforto para decidir sobre a liberação dos líderes para assinar”, concluiu Sóstenes. E mais: PP avalia Renato Cariani como possível candidato a deputado em 2026. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: CNN)