O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 55% dos votos válidos na disputa de segundo turno pela Presidência da República, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os números são da pesquisa do instituto Gerp divulgada nesta terça-feira (13), que mostra uma diferença de dez pontos percentuais entre os dois candidatos.
No primeiro turno, o instituto apresentou um resultado muito próximo ao das urnas, com diferença de apenas 0,1 ponto percentual em relação ao resultado efetivamente registrado, conforme os dados divulgados sobre o levantamento.
O percentual de votos válidos considera apenas as intenções de voto destinadas aos candidatos. São excluídos da conta os entrevistados que afirmam não escolher nenhum dos nomes apresentados, não sabem em quem votar ou pretendem votar em branco ou nulo.
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão a segunda etapa da eleição presidencial de 2026 em 25 de outubro. Na apuração do primeiro turno, com todas as urnas contabilizadas, o senador obteve 47,03% dos votos, o equivalente a aproximadamente 56,1 milhões de eleitores. Lula, por sua vez, alcançou 45,16%, com cerca de 53,8 milhões de votos.
A pesquisa Gerp foi realizada por telefone nos dias 8, 9 e 12 de outubro, com 2.400 eleitores de todas as unidades da Federação. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95,55%.
O levantamento foi custeado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026.
Aqui está um infográfico resumindo os erros dos institutos de pesquisa no 1º turno de 2026, com base nos dados da tabela do Jotinha/Montebravo (votos válidos, margem Lula – Flávio).
Os mais precisos: Gerp e Veritá (erro de apenas 0,1 p.p.) e Futura (0,3 p.p.). Os três são pesquisas telefônicas e acertaram que Flávio estava à frente (ou praticamente empatado).
Erro sistemático: A maioria dos institutos (especialmente os presenciais e alguns telefônicos grandes) subestimou Flávio e superestimou Lula, prevendo o petista à frente quando ele terminou 1,9 p.p. atrás.
Os maiores desvios: Indexa (7,8), CNT/MDA (7,6), Nexus/BTG, Real Time e BigData (todos 6,9 p.p.). Esses erros superaram amplamente as margens de erro declaradas pelas próprias pesquisas.
No 1º turno de 2026, Flávio terminou com 47,0% e Lula com 45,1% dos votos válidos (diferença real: Flávio +1,9 p.p.).
A comparação com a última pesquisa de cada instituto mostra um padrão claro: os três levantamentos mais precisos (Gerp, Veritá e Futura) foram todos telefônicos e acertaram que Flávio estava à frente, com erros de apenas 0,1 a 0,3 ponto na margem.
Já a maioria dos demais institutos subestimou Flávio e previu Lula numericamente à frente. Os desvios foram grandes em casas como Indexa (7,8 p.p.), CNT/MDA (7,6) e Nexus/BTG, Real Time e BigData (todos 6,9).
O erro não foi aleatório nem limitado à margem de erro declarada. Em vários casos, a direção do equívoco foi consistente: superestimar Lula e subestimar Flávio.
Isso reforça a necessidade de olhar método, cobertura territorial e histórico de precisão, e não apenas o nome do instituto ou a média das pesquisas.
Vários dos institutos que mais erraram em 2026 já apresentavam padrão semelhante em eleições anteriores, especialmente em 2022.
Análises históricas (como a da Latinalytics) mostram que institutos como Datafolha, CNT/MDA, Quaest, PoderData e Nexus/BTG acumulam, ao longo de vários ciclos (especialmente 1º turnos), um viés sistemático a favor do PT / subestimação do candidato de direita. O erro de 2026 repete essa tendência, agora com Flávio no lugar de Jair.
Já os institutos que mais acertaram em 2026 (Gerp, Veritá e Futura, todos telefônicos) tiveram desempenho relativamente melhor ou menos enviesado em ciclos recentes.
No 2º turno de 2022, alguns dos grandes (Datafolha, Quaest, CNT/MDA) ficaram mais próximos, mas o padrão de subestimação do candidato bolsonarista no 1º turno se repetiu.
— Maurício Pierre (@pierre_160754) October 13, 2026

