Agora: Flávio anuncia voto a favor do fim da escala 6×1

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, anunciou nesta terça-feira que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A votação em primeiro turno está prevista para esta quarta-feira, no plenário do Senado.

Apesar de apoiar a proposta, Flávio defendeu mudanças no modelo, com a possibilidade de os trabalhadores negociarem jornadas mais flexíveis.

Ele também questionou como a medida se aplicaria a profissionais que trabalham em regime de home office e afirmou que a redução da carga horária precisa considerar as diferentes realidades do mercado de trabalho.

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1. Então, eu vou votar a favor. Só que a gente defende algo ainda melhor. Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua jornada de trabalho. Como é que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. (…) Mas acho que é um processo de evolução. A gente tem que buscar fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior, sim”, afirmou o senador após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

Flávio também relacionou o endividamento das empresas e das famílias à condução econômica do governo Lula e argumentou que a redução da jornada poderá elevar os custos dos empregadores. Segundo ele, a necessidade de contratar mais funcionários para compensar a diminuição das horas trabalhadas exige uma contrapartida financeira do poder público.

Na avaliação do senador, sem algum mecanismo de compensação, empresas poderão enfrentar dificuldades para manter postos de trabalho, com risco de demissões e migração de trabalhadores para a informalidade.

“Os empresários estão sufocados, estão quebrados. Então, o governo é que vai ter que bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas. Tem o risco de muita gente ir para a informalidade. Então, isso tudo a gente está pesando. Mas, de novo, o meu voto vai ser conforme a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”, disse.

O modelo atual permite seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de descanso. A discussão envolve a ampliação do tempo de repouso dos trabalhadores e os possíveis efeitos da mudança sobre os custos das empresas e o mercado de trabalho.

 

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