Urgente: Deolane Bezerra é presa novamente

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A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. A ação ocorreu na residência da empresária, localizada em um condomínio na cidade de Barueri, na Grande São Paulo.

A investigação apura uma suposta ligação de Deolane com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Além dela, os agentes também cumpriram outros cinco mandados de prisão preventiva. Entre os alvos está Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelo Ministério Público como principal liderança da facção criminosa. Mesmo já estando preso, ele voltou a ser incluído na operação.




Também foram citados na investigação Alejandro Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, respectivamente irmão e sobrinho de Marcola. Alejandro já cumpre pena em Brasília.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a influenciadora teria participado de transações financeiras relacionadas à família Camacho. A suspeita é de que contas bancárias ligadas a Deolane tenham sido usadas para movimentar valores oriundos de uma transportadora investigada por lavagem de dinheiro para o PCC.

Os investigadores afirmam que a empresária utilizaria sua projeção pública e patrimônio elevado para dar aparência de legalidade às operações financeiras. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e contas dos investigados. Entre as medidas estão o sequestro de veículos avaliados em cerca de R$ 8 milhões e o bloqueio de mais de R$ 300 milhões.




A irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, criticou a operação nas redes sociais. Em publicação, afirmou que “tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações”. Ela também declarou que a prisão foi baseada em acusações “cercadas de ilações, narrativas e perseguições”.

A transportadora citada nas investigações já havia sido alvo de outras operações policiais em São Paulo. A empresa, instalada em Presidente Venceslau, é suspeita de funcionar como instrumento de lavagem de dinheiro da facção criminosa. Conforme o MP paulista, o negócio teria sido criado por integrantes do PCC por meio de “laranjas”.

O imóvel da empresa fica próximo ao presídio de Presidente Venceslau, unidade que abriga líderes da organização criminosa. Os investigadores também suspeitam que o local pudesse servir de apoio para uma eventual tentativa de resgate de presos da penitenciária P-2.




Outro ponto da apuração envolve Everton de Sousa, conhecido como Gordão. Em depoimento prestado em 2021, ele afirmou pagar R$ 5 mil mensais pelo aluguel de um apartamento pertencente a Deolane, localizado no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital paulista.

Na ocasião, Gordão havia sido preso por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. A esposa dele também foi detida e declarou que o imóvel foi alugado porque o marido era amigo da influenciadora. Segundo ela, o acordo teria sido feito “de boca”, sem contrato formal.

Essa não é a primeira vez que Deolane enfrenta problemas com a Justiça. Em 2024, ela chegou a ser presa preventivamente em Pernambuco durante a Operação Integration, que investigava uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.




Naquele episódio, a influenciadora ficou detida na Colônia Penal Feminina de Buíque, no interior pernambucano, ao lado da mãe. Posteriormente, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar, mas voltou ao sistema prisional após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.

Após cerca de 20 dias, ela e a mãe foram soltas por decisão judicial. A mesma determinação também beneficiou Darwin Da Silva Filho e outros investigados ligados ao caso.

As investigações da primeira operação contra Deolane começaram em 2022 e apontavam uma migração de grupos ligados ao jogo do bicho para plataformas de apostas online e outros esquemas financeiros considerados ilegais pelas autoridades. E mais: Janja critica ator Juliano Cazarré. Clique AQUI para ver. (Foto: redes sociais; Fonte: UOL)

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