Brasileiros deixam Gaza e chegam ao Egito; mãe e filha desistem em cima da hora

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Depois de um mês de espera, um grupo de 32 brasileiros que aguardava repatriação em Gaza conseguiu cruzar a fronteira com o Egito, pelo Portal de Rafah.

Eles fizeram a passagem pelo portal no início da manhã deste domingo (12), de acordo com postagem do Itamaraty no Ttwitter.

O grupo inclui 22 brasileiros, 7 palestinos com Registro Nacional Migratório (RNM, documento para residência temporária ou permanente de estrangeiros no Brasil) e 3 palestinos familiares próximos. São ao todo 9 mulheres, 6 homens e 17 crianças.

A próxima etapa da repatriação envolve o transporte do grupo em um ônibus fretado pelo governo federal até um aeroporto designado pelo Egito. A aeronave VC2, da Presidência da República, aguarda o grupo para iniciar o décimo voo de repatriação de brasileiros desde o início da crise no Oriente Médio.

Na chegada ao Brasil, os 32 serão integrados em uma operação de acolhimento que vai oferecer serviços de abrigo, documentação, alimentação, apoio psicológico, cuidados médicos e imunização.

O secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Augusto de Arruda Botelho, informou que alguns repatriados têm familiares no Brasil, enquanto outros serão acolhidos em um local no interior de São Paulo, disponibilizado pelo governo.

“Bom dia, gente: a gente chegou na fronteira. Daqui a pouco vamos para o lado do Egito. Rezem por nós”, afirmou Hasan Rabee, num vídeo que gravou instantes antes de concretizar a saída.

Em outubro, ele e sua família viveram momentos de terror na Faixa de Gaza após a sequência de ataques aéreos feitos por Israel. Desde então, ele virou a principal fonte de informações a respeito dos brasileiros em Faza.

 

Mãe e filha desistem
Até ontem, o grupo de brasileiros era composto por 34 nomes, mas duas pessoas desistiram em cima da hora. Uma mulher de 50 anos e sua filha, de 12, desistiram da repatriação neste momento por “motivos pessoais”, segundo o embaixador brasileiro na Palestina, Alessandro Candeas.

Já a brasileira Samira Hassan deixou Gaza, mas relatou que ainda tem parentes no território palestino. “Eu não quero deixar minha família morrer aqui na Faixa de Gaza. Eles estão sem casa, na escola em Khan Younis. Então, espero que os nomes deles saiam na segunda lista”, afirmou.


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Fontes: Agência Brasil; G1
Foto: reprodução vídeo

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