Flávio impõe condições para quebra de sigilo; campanha diz que Lula aceita

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O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (21) que o petista concordou em atender às condições estabelecidas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos dos dois candidatos.

Segundo Camilo, representantes da campanha de Lula comparecerão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar uma resposta formal às exigências do senador, acompanhada de uma autorização para a quebra dos sigilos.

“De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada. Contanto que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo que está sendo pedido”, declarou o petista.

Camilo afirmou ainda que o horário previsto para a entrega do documento será o limite estabelecido pela campanha de Lula para que Flávio, ou seu representante legal, formalize a concordância com a divulgação de “todo o sigilo bancário e telefônico”.

A discussão começou durante o debate presidencial promovido pela Band no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a autorizar a abertura de seus dados. Na terça-feira (20), o petista apresentou ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma autorização para a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas próprias e de familiares, condicionada à adoção da mesma medida por Flávio.

Entre as exigências do candidato do PL está a inclusão de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, além de outros auxiliares cujos telefones, segundo a campanha de Flávio, eram utilizados pelo presidente.

Questionado sobre a inclusão de Marcola, Camilo declarou que o grupo petista atenderá às condições apresentadas, desde que o adversário também cumpra integralmente sua parte no acordo.

O senador ainda manifestou estranhamento com a ausência da empresa Halcazar Holding na relação apresentada por Flávio. De acordo com Camilo, o candidato mantinha, por meio da companhia, uma conta compartilhada com o advogado Wiler Tomaz, a quem o petista associou a uma investigação sobre supostos desvios de recursos de aposentados do INSS.

A abertura dos sigilos permanece condicionada à concordância das duas campanhas com os termos apresentados, em meio à troca de cobranças entre os candidatos na reta final da disputa presidencial. E mais: STF mantém processo contra réu do ‘8 de Janeiro’ oito meses após sua morte. Clique AQUI para ver. (Foto: Band; Fonte: CNN)

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