A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, na madrugada desta segunda-feira (12), uma nova representação contra o deputado federal André Janones (Rede) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desta vez, o grupo pede direito de resposta por causa de um vídeo publicado pelo parlamentar nas redes sociais com afirmações sobre possíveis mudanças no reajuste das aposentadorias.
Há duas semanas, em 28 de setembro, Janones publicou no Instagram uma gravação em que afirma que “Flávio Bolsonaro vai diminuir o valor das aposentadorias de todo o país”.
A postagem tem tom de alerta e busca mobilizar apoiadores petistas, em uma abordagem semelhante à adotada pelo deputado em outras manifestações relacionadas à campanha presidencial.
No vídeo, Janones alega que teria obtido supostas ‘informações oficiais’ no Ministério da Fazenda e atribui ao senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, a intenção de desvincular os benefícios previdenciários do salário mínimo.
“Não é mentira, não, gente. Não é fake news, não. Acabei de sair agora a pouco ali do Ministério da Fazenda, eu tô com informações oficiais. Quem tiver duvidando pode pesquisar aí que vai ver. O coordenador da campanha do Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho, ele garantiu que vai fazer a desindexação do valor das aposentadorias do salário mínimo”, diz Janones na postagem.
Flávio, por sua vez, já havia contestado essa interpretação. Na semana passada, o senador negou a intenção de alterar o mecanismo de reajuste das aposentadorias e acusou adversários de disseminar informações falsas sobre suas propostas.
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste da aposentadoria”, afirmou.
Na ação apresentada ao TSE, os representantes do senador sustentam que a declaração atribuída a Rogério Marinho é falsa. Como argumento, citam uma manifestação feita em 25 de setembro pelo ex-ministro Adolfo Sachsida, responsável pela coordenação do plano econômico da campanha de Flávio.
Segundo os advogados, Sachsida informou publicamente que as propostas elaboradas pela equipe preservariam a vinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários. A declaração foi feita em um vídeo publicado no X, no qual o economista rebate uma reportagem jornalística.
Durante a gravação, Sachsida afirma que o plano de governo prevê “medidas para fortalecer os programas sociais, garantindo que o salário mínimo vai continuar vinculado à previdência“.
A representação também questiona a alegação de Janones de que teria recebido informações oficiais do Ministério da Fazenda sobre as propostas econômicas do candidato do PL. Para a campanha de Flávio, o órgão não poderia confirmar oficialmente medidas de um candidato da oposição.
“não há, nem poderia haver, uma ‘informação oficial’ do Ministério da Fazenda sobre propostas de campanha de candidato de oposição”, argumenta a representação. “A invocação do órgão serve a um único propósito: emprestar aparência de chancela estatal a uma afirmação sem fonte”, acrescenta o documento.
Além do direito de resposta, a campanha solicita que a publicação de Janones seja removida do Instagram. O processo foi distribuído ao ministro André Mendonça, do TSE, e ainda aguarda julgamento.
O novo pedido ocorre após outra iniciativa da campanha de Flávio contra Janones, relacionada ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”, utilizado pelo deputado para orientar militantes favoráveis à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E mais: A explicação do TSE e a nova decisão após a propaganda sem som de Flávio na TV. Clique AQUI para ver. (Foto: Planalto; Fonte: Metrópoles)

