Jornalista da GloboNews ironiza: “foi Bolsonaro que obrigou Moraes a assinar contrato suspeito com Vorcaro?’

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O jornalista e comentarista Demétrio Magnoli afirmou que a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) representou um momento de ruptura para a imagem da Corte.

Durante participação na GloboNews, ele classificou o episódio como o “velório do Supremo Tribunal Federal” e criticou os confrontos entre os ministros ao longo do julgamento.

“Um dia triste e nesse ponto ela acertou, eu acho que a imensa maioria dos brasileiros concordará com ela. Ela não foi adiante e não disse que esse é o dia em que houve o velório do Supremo Tribunal Federal. É isso que aconteceu hoje”, afirmou Magnoli.

Na avaliação do comentarista, o comportamento dos ministros durante a sessão teria se afastado do que se espera de um tribunal. “Nós tivemos momentos nessa sessão onde, no lugar de um tribunal superior, a impressão que se tinha era de uma reunião de gangsters rivais que lançavam acusações e insinuações criminais uns contra os outros”, disse.

Magnoli também criticou a manifestação de Alexandre de Moraes durante a sessão, quando o ministro relacionou a proposta de investigação contra ele a uma suposta vingança do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o jornalista, a argumentação seria “farsesca” e não explicaria as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.




“Duvido que Bolsonaro tenha obrigado Alexandre de Moraes a assinar um contrato multimilionário e suspeito com Vorcaro. Duvido que Bolsonaro tenha obrigado Alexandre de Moraes a trocar mensagens poucas horas antes da prisão de Vorcaro com Vorcaro”, afirmou.

O comentarista também fez acusações sobre a atuação profissional de Moraes, dizendo que o ministro teria exercido atividade de advogado em benefício de Vorcaro.

Magnoli citou a edição de um contrato do escritório de advocacia ligado aos familiares de Moraes e afirmou: “Então, contrariando todas as normas, e ninguém falou sobre isso no Supremo, o ministro do Supremo atuava como advogado de Vorcaro”.




Magnoli também direcionou críticas ao ministro Flávio Dino. Segundo ele, Dino teria atribuído ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parte do problema discutido durante a sessão e usado o argumento da soberania para questionar a possibilidade de investigação sobre Moraes.

 

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