Latam: reforma tributária elevará cobrança de impostos de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões

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O CEO da LATAM Brasil alertou para os possíveis efeitos da reforma tributária sobre o setor aéreo e afirmou que a mudança no sistema de impostos poderá elevar os custos das companhias e pressionar o preço das passagens.

De acordo com a estimativa apresentada pela empresa, a carga tributária anual da LATAM poderá saltar de aproximadamente R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões quando o novo modelo estiver completamente implementado. A diferença representa um aumento de cerca de R$ 4 bilhões por ano.

Na avaliação do executivo, um acréscimo dessa magnitude dificilmente seria absorvido integralmente pelas companhias aéreas. Parte da elevação dos custos poderia acabar incorporada às tarifas cobradas dos passageiros.

A preocupação não é exclusiva da LATAM. Gol e Azul também têm defendido alterações nas regras da reforma tributária para diminuir os efeitos sobre o transporte aéreo. As empresas argumentam que o segmento já opera com uma estrutura de custos elevada.

Entre as principais despesas estão combustível, manutenção e leasing de aeronaves. As companhias também estão sujeitas à variação do dólar, que pode impactar diretamente diversos custos da operação.




O temor do setor é que uma carga tributária maior reduza as margens das empresas e pressione as tarifas. Um eventual aumento dos preços, por sua vez, poderia diminuir a demanda por voos e dificultar a expansão da malha aérea.

As empresas também avaliam que passagens mais caras podem restringir o acesso da população ao transporte aéreo, especialmente em um mercado que já convive com custos elevados de operação.




A reforma tributária, contudo, será implementada de maneira gradual. A transição para o novo sistema ocorrerá ao longo dos próximos anos, com previsão de conclusão em 2033. Dessa forma, os impactos sobre as companhias aéreas deverão aparecer progressivamente.

Nesse período, as empresas pretendem participar das discussões sobre a regulamentação e buscar mudanças que levem em consideração as particularidades do setor. A principal reivindicação é que a estrutura diferenciada de custos da aviação seja considerada na definição das regras e na aplicação dos novos tributos. (Foto: reprodução)

 

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