A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende adotar uma estratégia mais enxuta na propaganda eleitoral de televisão do candidato à Presidência da República. A previsão é que o programa do senador tenha uma produção menos sofisticada do que a apresentada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O horário eleitoral gratuito começa na próxima sexta-feira (28). Dentro da campanha de Flávio, a avaliação é que o PT deverá investir em peças com maior estrutura e produção, beneficiado pelo tempo superior de televisão.
A equipe responsável pela comunicação de Flávio também enfrenta uma limitação de prazo. O marqueteiro Duda Lima passou a comandar a área há aproximadamente três semanas, depois da saída de Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari.
A mudança representou a segunda troca de profissionais responsáveis pelo marketing da campanha em menos de três meses. No fim de maio, Fischer e Oltramari haviam assumido o trabalho no lugar de Marcello Lopes, conhecido como Marcellão.
A alteração ocorreu depois da crise provocada pela divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Uma pessoa ligada à campanha explicou que a diferença no tempo disponível para produção deverá se refletir diretamente na quantidade de cenas exibidas na propaganda.
“Se o PT tem um tempo de televisão de 5 minutos, eles vão colocar umas 200 cenas no ar. O Flávio deve trabalhar com umas 30 cenas. É o que dá para fazer em duas ou três semanas”, afirmou.
Tempo de propaganda
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu em 20 de agosto a distribuição do tempo destinado aos candidatos à Presidência no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão.
Lula terá o maior espaço entre os concorrentes, com 5 minutos e 31 segundos. A coligação do petista reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede.
Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos de propaganda, por meio do PL.
Ronaldo Caiado (PSD) contará com 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury (Avante), por sua vez, terá 35 segundos.
Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não terão tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita, já que seus partidos não atingiram a representatividade mínima na Câmara dos Deputados exigida para a distribuição do horário.
Com menos tempo de preparação e uma equipe de marketing recentemente reformulada, a campanha de Flávio pretende concentrar a comunicação em um número menor de peças durante o período eleitoral. E mais: Urgente: Flávio tira vantagem de Lula em nova pesquisa BTG/Nexus. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação PL; Fonte: Metrópoles)

