PF deve intimar Lulinha para depor; Saiba detalhes

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A Polícia Federal deve convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para prestar depoimento no inquérito que apura uma possível atuação dele junto ao governo federal em benefício de empresas com as quais teria relações.

A convocação, porém, deverá ocorrer somente depois que os investigadores concluírem a análise do conteúdo encontrado no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e também investigada no caso.

Segundo informações da CNN, a PF já estabeleceu uma linha inicial para o andamento da apuração. Nesta primeira etapa, os investigadores concentram os esforços em um grande volume de mensagens trocadas desde 2023. Na sequência, deverão ser realizados os depoimentos dos envolvidos. Novas medidas judiciais antes dos interrogatórios também continuam sendo consideradas.

As conversas entre Lulinha e Roberta mencionam encontros e tratativas relacionadas a negócios. O conteúdo levou a Polícia Federal a solicitar a abertura de um inquérito, posteriormente autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar a suspeita de tráfico de influência envolvendo pessoas com acesso à estrutura do governo federal.

Uma das mensagens analisadas pelos investigadores foi enviada em 22 de março de 2024. No diálogo com Roberta, Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, e com Swedenberger Barbosa, o Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

A investigação busca esclarecer se Lulinha teria utilizado sua proximidade com integrantes do governo para beneficiar empresas parceiras. Uma das linhas da apuração está relacionada a possíveis intervenções junto ao Ministério da Saúde em negociações envolvendo a autorização para comercialização de produtos derivados de cannabis.

Roberta Luchsinger também está no radar dos investigadores. A suspeita é de que ela teria utilizado sua relação com Lulinha para facilitar o acesso a integrantes da administração federal. A empresária trabalhou com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e é investigada por uma possível participação na intermediação de pagamentos mensais destinados ao filho do presidente.

Outro diálogo citado na investigação envolve uma suposta tentativa de utilização do nome de Lulinha em uma negociação com a Telebras. Roberta afirmou que uma pessoa estaria usando o nome dele para tentar “fechar negócio gigante” na empresa estatal.

“Ja desmentiu?”, perguntou Lulinha. “Desmenti e falei q não eh verdade e q se ele fizer negócio com ele [presidente da Telebras], ele não fará comigo [sic]”, respondeu a lobista.

A PF deverá agora cruzar o conteúdo das mensagens com outras informações reunidas durante a investigação antes de definir os próximos passos. A análise também deverá ajudar a determinar quais dos envolvidos serão chamados a prestar esclarecimentos e em que momento.

A defesa de Roberta Luchsinger afirmou à CNN que o processo está sob sigilo e que respeitará a determinação. O advogado de Lulinha, por sua vez, declarou que não é possível confirmar a autenticidade das mensagens e classificou o vazamento do material como criminoso e descontextualizado. E mais: Novo vídeo rebate versão de Haddad sobre intimidação de PMs a motorista. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: CNN)

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