Lula revolta EUA com decisão sobre espião russo

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O governo dos Estados Unidos demonstrou preocupação nesta sexta-feira (10) com a decisão do Brasil de expulsar Sergey Vladimirovich Cherkasov, apontado por Washington como integrante do serviço de inteligência militar da Rússia.

Em comunicado oficial, o Departamento de Estado americano afirmou que a medida brasileira representa um possível enfraquecimento da cooperação entre os dois países no combate a ações de interferência estrangeira.

A pasta também pediu que Brasília avalie as consequências da decisão e mantenha diálogo com os Estados Unidos para responsabilizar indivíduos que, segundo o governo americano, “ameaçam nossa segurança coletiva”.

Cherkasov está preso desde 2022 em uma unidade federal em Brasília e cumpre pena de cinco anos por falsidade ideológica. Inicialmente, ele havia sido condenado a 15 anos de prisão pelo uso de documentos falsos, mas a punição foi posteriormente reduzida.

Além da condenação criminal, o caso envolve suspeitas de espionagem, lavagem de dinheiro e corrupção. O investigado nega atuar como agente russo, e o governo da Rússia também rejeita a acusação de que ele tenha ligação com seus serviços de inteligência.

A prisão de Cherkasov ocorreu após sua deportação da Holanda. Na ocasião, ele tentava ingressar no país europeu utilizando documentos brasileiros falsificados em nome de Victor Muller Ferreira para realizar um estágio no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

Segundo o serviço de inteligência holandês, o acesso ao tribunal poderia ter interesse estratégico para Moscou, já que a corte internacional investigava possíveis crimes de guerra atribuídos à Rússia durante o conflito na Ucrânia.

O episódio passou a envolver governos de diferentes países devido às acusações de que Cherkasov teria tentado obter acesso a informações sensíveis relacionadas às atividades do Tribunal Penal Internacional. (Foto: divulgação; Fonte: Poder360)

Eis a íntegra da nota: “Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a decisão do Brasil de permitir que um indivíduo com ligações conhecidas com os serviços de inteligência russos deixe o país. Essa decisão prejudica nosso compromisso comum de combater a interferência estrangeira e proteger a integridade de nossas instituições democráticas. Instamos nossos parceiros brasileiros a considerarem o precedente que isso cria e a trabalharem conosco para responsabilizar aqueles que ameaçam nossa segurança coletiva.”

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