Pré-candidato anuncia desistência da disputa presidencial

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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou nesta quinta-feira (9) que não disputará a Presidência da República nas eleições de 2026. Com a decisão, o PSDB caminha para, pela primeira vez desde a redemocratização, não lançar um candidato próprio ao Palácio do Planalto.

Presidente nacional da sigla, Aécio afirmou que o momento exige ‘cautela’ e que seu foco estará voltado para a reorganização do partido, com o objetivo de fortalecer a legenda para voltar a disputar a Presidência da República em 2030.

Segundo o parlamentar, a prioridade agora é consolidar a reconstrução do PSDB, deixando em segundo plano uma candidatura presidencial neste pleito.

A decisão representa uma mudança em relação ao cenário desenhado nas últimas semanas. Em junho, a Federação PSDB-Cidadania havia aprovado o nome de Aécio como pré-candidato à Presidência.

Na ocasião, o presidente nacional do Cidadania e vice-presidente da federação, Alex Manente (Cidadania-SP), defendeu a candidatura do tucano como uma alternativa de centro capaz de reduzir a polarização política e recolocar temas considerados prioritários no debate nacional.

Mesmo após receber o aval da federação, Aécio já havia sinalizado que só aceitaria disputar o Planalto caso fosse construída uma ampla aliança envolvendo partidos do centro político, condição que acabou não se concretizando. Pesquisas apontam o tucano com cerca de 2,5% de intenções de voto.

Com a retirada da pré-candidatura, a tendência é que o PSDB direcione seus esforços para negociar apoio a outro nome na corrida presidencial, além de buscar ampliar sua presença no Congresso Nacional nas eleições deste ano.

Embora tenha descartado a disputa pelo Palácio do Planalto, Aécio Neves ainda avalia concorrer a uma das vagas ao Senado por Minas Gerais. O deputado já havia informado anteriormente que não pretende buscar um novo mandato na Câmara dos Deputados.

Aécio foi o candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, quando chegou ao segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, acabou derrotado por uma diferença apertada de votos.

Após aquele pleito, permaneceu na vida pública como deputado federal e, em 2025, assumiu a presidência nacional do PSDB, com a missão de reorganizar o partido após anos de perda de protagonismo na política brasileira. E mais: Jorge Jesus revela o que disse a Neymar: ‘você acabou!”. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Congresso em Foco)

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