Flávio Bolsonaro fala em governo de até oito anos

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Em meio às articulações da direita para a disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro sinalizou nesta sexta-feira (8) a possibilidade de permanecer no poder por até oito anos caso vença a eleição presidencial. A declaração foi feita durante discurso improvisado para empresários em Santa Catarina.

“O meu sonho, e o que eu vou realizar, é acabar o governo, Jorginho [Mello, governador de SC], seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos, aonde a gente vai poder bater o peito e falar: ‘Menos pessoas dependem de políticos para levar comida para dentro de casa e levar dignidade para as suas famílias’”, declarou.

Durante o evento, Flávio também elevou o tom das críticas à esquerda e afirmou que uma eventual vitória eleitoral da direita poderia enfraquecer o campo petista por décadas.

“A gente vai botar um fim no ciclo do PT nesse país. Vocês nunca mais vão ouvir falar de esquerda nos próximos 30, 40 anos, porque eles vão ser colocados no lugar de onde eles nunca deveriam ter saído, que é a insignificância. É uma mentalidade cancerígena”, afirmou.

O senador participou do encontro ao lado do governador Jorginho Mello, da deputada Caroline de Toni e do ex-vereador Carlos Bolsonaro, todos ligados ao Partido Liberal e cotados para as eleições de 2026 em Santa Catarina.

Flávio reafirmou apoio às candidaturas do grupo no estado, movimento que tem provocado divergências internas entre aliados regionais do bolsonarismo.

O parlamentar também aproveitou o discurso para atacar a política externa e a condução econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ao comentar a visita do presidente brasileiro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Flávio afirmou que Lula desperdiçou a oportunidade de fortalecer ações conjuntas de combate ao crime organizado.

“O Lula perdeu mais uma oportunidade de ir lá para os Estados Unidos e começar a combater de verdade as organizações criminosas aqui no Brasil. Mas não, ele vai para lá, não traz absolutamente nada de concreto, de notícia boa para o povo brasileiro. Parece que foi, mais uma vez, defender os interesses dos seus eleitores, do CV e do PCC, ao invés de fazer uma parceria com os Estados Unidos, Israel, Argentina”, declarou.

 

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