A Sony está próxima de fechar um acordo para vender o controle de sua divisão de televisores à TCL, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1 bilhão.
Pelo modelo em negociação, a empresa chinesa ficaria com 51% da nova companhia, enquanto a Sony manteria 49% e seguiria licenciando marcas consolidadas, como a Bravia.
Fundada em 2020, a TCL Corporation é uma multinacional chinesa de eletrônicos com sede em Huizhou, na província de Guangdong. A empresa atua no desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos como televisores, smartphones, ar-condicionado, máquinas de lavar, geladeiras e pequenos eletrodomésticos, e busca ampliar sua presença no segmento premium global.
Já a Sony Group Corporation, conhecida simplesmente como Sony, é um conglomerado multimídia japonês e figura entre as maiores empresas do mundo.
A companhia reúne marcas e subsidiárias de destaque, como Bravia, Sony Interactive Entertainment (responsável pelo PlayStation), Sony Financial e Xperia.
Além do setor de eletrônicos, mantém forte atuação no entretenimento, sendo dona do estúdio Columbia Pictures e da gravadora Sony Music, além de canais de TV por assinatura como Sony Channel, Sony Spin e AXN, operados por meio da Sony Corporation of America.
No passado, também formou uma joint venture com a sueca Ericsson para produção de celulares, originando a Sony Ericsson, posteriormente transformada em Sony Mobile.
A possível venda parcial da divisão de TVs reflete uma mudança estratégica da empresa japonesa, que vem reduzindo sua exposição a eletrônicos de consumo e concentrando esforços em áreas mais rentáveis, como conteúdo e propriedade intelectual — incluindo filmes, música e anime.
Para a TCL, a operação representa uma oportunidade de ganhar espaço no mercado internacional de maior valor agregado, fortalecendo sua posição no setor de televisores.
Paralelamente a esse movimento, a Sony enfrenta um desafio judicial relevante no Reino Unido. A empresa é alvo de uma ação coletiva movida por consumidores, cujo valor pode chegar a quase 2 bilhões de libras (cerca de US$ 2,7 bilhões).
O processo questiona a política de preços de jogos digitais e conteúdos adicionais vendidos para o console PlayStation.
A acusação se baseia no modelo fechado de distribuição, que exige que as compras sejam feitas exclusivamente pela PlayStation Store. Segundo os autores, isso reduz a concorrência e permite a prática de preços mais elevados do que os observados no mercado físico.
A ação representa aproximadamente 12 milhões de consumidores britânicos. No tribunal, a defesa dos autores afirma que a empresa “define o preço de varejo” dos conteúdos digitais sem concorrência direta, o que resultaria na obtenção de “lucros de monopólio” na distribuição. E mais: Urgente: PF deflagra operação contra esquema financeiro e mira CEO de grupo. Clique AQUI para ver. (Foto: IA; Fonte: BPMoney)

