Dinheiro esquecido nos bancos pelos brasileiros volta a subir

direitaonline



Os brasileiros têm atualmente R$ 10,025 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras, de acordo com a atualização do SVR (Sistema de Valores a Receber) referente a novembro, divulgada nesta terça-feira. Atenção: o BC não cobra por consulta ou antecipação de valores. Use sempre o site oficial para consultas (veja no decorrer da reportagem)

O sistema, criado pelo Banco Central, permite que pessoas físicas e jurídicas consultem se há recursos disponíveis para resgate.



Do total, R$ 7,802 bilhões pertencem a 49,31 milhões de clientes individuais, enquanto R$ 2,22 bilhões estão a cargo de 4,96 milhões de empresas.

O montante cresceu 1% em relação a outubro, interrompendo a tendência de queda que se seguiu ao recorde de R$ 10,68 bilhões registrado em julho. Em outubro, os valores somavam R$ 9,927 bilhões.

A maior parte do dinheiro esquecido está em bancos, somando R$ 6,082 bilhões. Em seguida vêm administradoras de consórcios (R$ 2,460 bilhões), cooperativas (R$ 878 milhões), instituições de pagamento (R$ 330 milhões), financeiras (R$ 203 milhões), corretoras e distribuidoras (R$ 8,2 milhões) e outras instituições (R$ 41 milhões).



A distribuição dos valores revela que 65,2% dos recursos não ultrapassam R$ 10, enquanto 23,2% variam entre R$ 10,01 e R$ 100 e 9,8% estão entre R$ 100,01 e R$ 1.000. Apenas 1,8% dos casos permitem resgates superiores a R$ 1.000.

Até o momento, os brasileiros já recuperaram mais de R$ 12,923 bilhões do sistema. Desse total, 32 milhões de pessoas físicas resgataram R$ 9,53 bilhões e 3,7 milhões de empresas recuperaram R$ 3,392 bilhões. Somente em outubro, foram devolvidos R$ 320 milhões aos usuários.

O SVR segue sendo uma ferramenta importante para recuperar recursos esquecidos e reforça a necessidade de os brasileiros verificarem regularmente se têm valores a receber em instituições financeiras.

Como sacar os valores do SVR

Consulta online:

Acesse o site oficial do sistema AQUI.

Informe seu CPF e data de nascimento.



Clique em “consultar” para verificar se há valores a receber.

Acesso para resgate:

É necessário entrar no sistema usando uma conta gov.br.

O resgate só é permitido para contas nível prata ou ouro.

Se a conta estiver em nível inferior, aumente a segurança pelo site ou aplicativo gov.br antes de agendar o resgate.

Preparação:

Leia e aceite o termo de responsabilidade.

Confira o valor disponível e a instituição financeira responsável pela devolução.

O sistema pode fornecer informações adicionais, dependendo do caso.



Escolha a forma de solicitação:

“Solicitar por aqui”: o valor será devolvido via Pix em até 12 dias úteis.

Após informar os dados pessoais, anote o número de protocolo para contato posterior com a instituição, se necessário.

“Solicitar via instituição”: indicado para quem não tem Pix.

Nesse caso, entre em contato com a instituição financeira e combine a forma de saque pelos canais de atendimento indicados no aplicativo.

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Ana Paulo Henkel critica folga de parlamentares com Bolsonaro preso

A comentarista política da revista Oeste, Ana Paula Henkel, criticou o que classificou como um clima de descontração entre parlamentares enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece preso e enfrenta problemas de saúde.