A defesa do pastor Silas Malafaia comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que só apresentará manifestação sobre a denúncia envolvendo supostos crimes de ‘calúnia e injúria’ contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, após o término do recesso do Judiciário. O período forense vai de 20 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que Malafaia terá 15 dias para se manifestar sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em sua resposta, o pastor confirmou que recebeu a intimação em 23 de dezembro e informou que irá apresentar sua defesa até 29 de janeiro, respeitando o recesso, por entender que o caso não se enquadra em nenhuma das situações previstas no artigo 798-A do Código de Processo Penal.
A denúncia da PGR, protocolada em 18 de dezembro, foi motivada por uma representação do próprio general Paiva. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, Malafaia teria atacado a dignidade e o decoro do comandante durante uma manifestação bolsonarista realizada na Avenida Paulista, em 6 de abril de 2025.
Na ocasião, o pastor criticou generais do Exército com declarações como: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes”, comentários que também foram compartilhados por ele nas redes sociais.
Na denúncia, a PGR sustenta que houve intenção de constranger e ofender publicamente oficiais-generais, incluindo o comandante Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, em razão do exercício de seus cargos. E mais: Trump: Venezuela usará dinheiro do petróleo para comprar apenas produtos dos EUA. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)

