Urgente: Moraes nega transferência de Bolsonaro para hospital

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Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6) a saída imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, para um hospital, após ele sofrer uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Moraes determinou que a Polícia Federal apresente os laudos médicos sobre o atendimento realizado pela manhã.

“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, escreveu o ministro em seu despacho. A perícia da PF informou que o ex-presidente sofreu apenas ferimentos leves.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para transferi-lo imediatamente ao hospital DF Star, apontando que exames clínicos e de imagem eram necessários para verificar possíveis danos, mesmo após avaliação da equipe da PF. Os médicos do ex-presidente confirmaram à CNN Brasil que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano de grau leve.




“Diante da urgência e gravidade do quadro, requer seja desde logo autorizada a imediata remoção do paciente ao hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial”, afirmaram os advogados.

Ao analisar o pedido, Moraes concluiu que não havia necessidade de transferência e solicitou que a defesa detalhasse quais exames considera indispensáveis, lembrando que parte da avaliação médica poderia ser realizada nas unidades do sistema carcerário.

O episódio ocorreu na madrugada de terça-feira (6), quando Bolsonaro caiu dentro da cela, conforme divulgado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em redes sociais. Ela afirmou que o ex-presidente “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.




A Polícia Federal confirmou que o atendimento foi solicitado pelo próprio Bolsonaro e constatou ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar. Inicialmente, a PF havia informado que a ida ao hospital ocorreria após pedido do médico particular do ex-presidente, mas atualizou a nota afirmando que a transferência dependeria de autorização do STF.

Michelle Bolsonaro acrescentou que não foi possível visitar o ex-presidente no horário previsto, devido ao atendimento emergencial: “Minha visita estava prevista para às 9h, porém só pude entrar às 10h, pois Jair estava recebendo os primeiros socorros. Considerando esse horário, já se passaram aproximadamente 6 horas e 36 minutos desde o ocorrido, sem que ele tenha podido realizar exames para verificar possível trauma ou dano neurológico”, publicou nas redes sociais.

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