Com início das tarifas, Trump faz forte alerta aos americanos: “não será fácil”

direitaonline



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste sábado as tarifas comerciais aplicadas a vários países, com a medida entrando em vigor no mesmo dia.

Em uma publicação em sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que a “revolução econômica” por ele promovida trará “resultados históricos” para os americanos, apesar da previsão de que os novos impostos irão elevar os preços para os consumidores. “Aguentem firme, não será fácil”.



Entretanto, o presidente americano prometeu que “o resultado final será histórico”, referindo-se aos benefícios após o momento de transição.

A tarifa mínima de 10% foi implementada para grande parte dos produtos importados de outros países, representando um impacto significativo no comércio global. Embora a nova taxa afete diversos itens, alguns produtos estão isentos, como petróleo, gás, cobre, ouro, prata, platina, paládio, semicondutores, medicamentos e minerais não encontrados nos EUA. Já os produtos de aço, alumínio e automóveis continuam sujeitos às sobretaxas de 25%, que já estavam em vigor.



Para seus vizinhos, Canadá e México, que fazem parte do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), as regras são um pouco diferentes. A tarifa de 25% se aplica a produtos que não fazem parte do acordo, com exceção dos hidrocarbonetos canadenses, que são taxados a 10%. Trump justificou as tarifas como uma estratégia para pressionar esses países a reforçarem o combate à migração ilegal e ao tráfico de fentanilo.

A partir de 9 de abril, a guerra comercial de Trump deve se intensificar, com novos aumentos de tarifas para diversos países, inclusive aqueles que exportam mais do que importam. A China será um dos alvos principais, com tarifas adicionais de 54%, enquanto países como a União Europeia (20%) e o Vietnã (46%) também enfrentarão aumentos significativos. O arquipélago das Ilhas Malvinas, reivindicado pela Argentina e pelo Reino Unido, terá uma sobretaxa de 41%.



A lista de países afetados chega a cerca de 80, e foi publicada em um documento oficial do governo dos Estados Unidos. Alguns territórios, como as ilhas francesas de St Pierre e Miquelon e as ilhas australianas Heard e McDonald, foram excluídos após causarem surpresa e até memes nas redes sociais devido à sua inclusão.

A reação da China não demorou a acontecer. O país anunciou, na sexta-feira, tarifas adicionais de 34% sobre produtos americanos a partir de 10 de abril, além de controles mais rigorosos sobre exportações de terras raras essenciais para a eletrônica e a medicina. Trump, por sua vez, usou sua rede social para criticar a postura chinesa. “A China errou, entrou em pânico. A única coisa que eles não podem fazer”, escreveu o presidente.



A escalada de tarifas entre os países gerou turbulência nos mercados financeiros, com grandes perdas para investidores. Trump, no entanto, se mantém firme em sua estratégia. “Para os muitos investidores que vêm para os Estados Unidos e investem grandes quantias de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca!!!”, postou ele.

O impacto das tarifas nas economias globais foi amplamente discutido, e o presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Jerome Powell, alertou que as medidas de Trump podem gerar inflação, aumentar o desemprego e desacelerar o crescimento econômico. No entanto, o presidente americano manteve seu posicionamento, dizendo que a atual situação é “o momento perfeito” para reduzir as taxas de juros.

Por outro lado, a secretária-geral da UNCTAD, Rebeca Grynspan, destacou que os aumentos nas tarifas podem prejudicar especialmente as camadas mais vulneráveis da população. E mais: Marcos Cintra critica reforma do ‘IR’ do governo Lula: ‘acaba com a rampa’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: O Globo)

Gostou? Compartilhe!
Next Post

Susto na BR-101: avião faz pouso de emergência em meio aos carros na rodovia

Na manhã deste sábado (5), um avião monomotor teve que realizar um pouso forçado na BR-101, em Garuva, no Norte de Santa Catarina. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia duas pessoas a bordo — o piloto e o proprietário da aeronave — e, felizmente, nenhum dos ocupantes […]