O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques votou nesta quinta-feira (20) a favor da permanência dos magistrados Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta ‘tentativa de golpe de Estado’ envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas.
Indicado ao STF por Bolsonaro, Nunes Marques acompanhou a posição do presidente da Corte, Roberto Barroso, que rejeitou os recursos das defesas do ex-chefe do Executivo e dos generais Walter Braga Netto e Mario Fernandes. Além disso, ele reforçou que a 1ª Turma do tribunal tem competência para avaliar o recebimento da denúncia da PGR.
O presidente da 1ª Turma, Cristiano Zanin, além de Flávio Dino e Alexandre de Moraes, se declarou impedido de votar, já que Moraes é o relator do inquérito sobre a tentativa de golpe.
Com isso, a maioria foi formada por seis ministros, e não sete dos 11 integrantes do Supremo. Barroso foi seguido por Dino, Zanin e Moraes nos votos que não envolviam seus próprios impedimentos, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin em todas as quatro ações analisadas, duas delas apresentadas por Bolsonaro. Posteriormente, Cármen Lúcia também aderiu à maioria.
Os ministros Luiz Fux e André Mendonça ainda não votaram. O julgamento dos pedidos de impedimento começou na quarta-feira (19) às 11h e se estenderá até as 23h59 desta quinta-feira (20).
Nessa modalidade, os ministros apenas registram seus votos, sem necessidade de debate. Sessões virtuais costumam durar uma semana, iniciando às sextas-feiras, mas, devido à urgência do caso, Barroso convocou reuniões extraordinárias. E mais: Em discurso, Jair Renan defende Eduardo Bolsonaro por deixar o Brasil. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Poder360)