Alexandre de Moraes, determinou a libertação de mais quatro pessoas condenadas pelos atos de ‘8 de janeiro’ de 2023. As decisões foram tomadas na última segunda-feira, 31 de março de 2025, e contemplaram os condenados Leonardo Henrique Maia Gontijo, Isaias Ribeiro, Reginaldo Silveira e Kenedy Martins Colvello. A soltura de Jaime Junkes, que já havia recebido prisão domiciliar em razão de sua condição de saúde, foi autorizada na sexta-feira, 28 de março.
Junkes, de 68 anos, enfrenta um quadro grave de câncer de próstata e problemas cardíacos. Condenado a 14 anos de prisão, ele cumprirá sua pena em prisão domiciliar em Arapongas, no Paraná, com o monitoramento por tornozeleira eletrônica, além de restrições como a proibição de comunicação com outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, a vedação de entrevistas e a limitação de visitas.
Em sua decisão, Moraes destacou a gravidade do estado de saúde de Junkes, ressaltando o diagnóstico de câncer e o infarto recente como justificativas para a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. “A sua grave situação de saúde, reiteradamente comprovada nos autos, admite a concessão de prisão domiciliar”, afirmou o ministro.
Gontijo, de 34 anos, e Ribeiro, de 24, foram condenados a penas de um ano de prisão por descumprimento de medidas cautelares, com penas consideradas menores, que foram convertidas em alternativas. Gontijo havia se mudado de Belo Horizonte para Viçosa, enquanto Ribeiro permitiu que a bateria de sua tornozeleira eletrônica se esgotasse várias vezes. Ambos foram libertados após o novo despacho de Moraes.
Silveira, de 60 anos, foi preso logo após os atos de 8 de janeiro e ficou cerca de três meses detido. Após ser libertado, foi preso novamente em julho de 2024 por violar as condições do monitoramento eletrônico, com 73 registros de falhas. Agora, ele aguarda o julgamento em liberdade.
Colvello, de 29 anos, também foi condenado a um ano de prisão por descumprir medidas cautelares. Ele havia sido detido em janeiro de 2023 após permanecer fora de casa por seis dias consecutivos. Sua defesa argumentou que ele, como adestrador de cães, precisava viajar por Santa Catarina devido aos compromissos profissionais.
O ministro Moraes também havia concedido prisão domiciliar a Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que foi presa por escrever a frase “perdeu, mané” com batom na estátua “A Justiça” durante os atos de 8 de janeiro. Ela foi solta na mesma sexta-feira, 28 de março.
Essas decisões foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo. Veja outras notícias do dia AQUI. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: CNN)