O Tribunal Distrital Central da Flórida, nos Estados Unidos, marcou para a próxima quarta-feira (9) uma audiência para ouvir Filipe G. Martins, ex-assessor especial da Presidência da República no governo de Bolsonaro (PL).
Martins entrou com uma ação na Justiça norte-americana para investigar possíveis irregularidades no sistema de imigração dos EUA relacionadas à sua última entrada no país.
A defesa do ex-assessor argumenta que informações adulteradas foram utilizadas como justificativa para a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter sua prisão preventiva por seis meses em 2024, sob risco de fuga.
A audiência desta semana marca o início da fase preliminar do julgamento e busca esclarecer se houve manipulação dos registros oficiais e quem seria o responsável pela alteração dos dados.
De acordo com a ação movida contra o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Martins alega que o órgão não respeitou a legislação norte-americana sobre transparência e acesso à informação. A defesa pretende apresentar o que considera indícios de fraude no sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Uma reportagem do Poder360 revelou que, inicialmente, o sistema de imigração apontava que a última entrada de Filipe Martins nos EUA havia ocorrido em 30 de dezembro de 2022. No entanto, essa informação foi posteriormente corrigida para indicar que sua última entrada foi, na verdade, em 30 de agosto de 2019. Para os advogados do ex-assessor, essa mudança nos registros foi feita de maneira fraudulenta com o objetivo de embasar sua prisão.
Filipe Martins foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Tempus Veritatis, que investigou uma suposta tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. O ex-assessor foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aguarda julgamento que pode torná-lo réu pelos crimes pelos quais é acusado. E mais: Senado avança com aprovação da ‘Lei Joca’. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Poder360)