China diz que ‘tarifaço’ de Trump é “bullying” e promete retaliação

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A China anunciou que adotará medidas retaliatórias contra os Estados Unidos após o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), determinar a aplicação de novas tarifas sobre exportações chinesas.

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês classificou a decisão, divulgada na manhã desta quinta-feira (3), como uma “prática típica de bullying unilateral”. A pasta também afirmou que tomará “contramedidas resolutas”.



Apesar das críticas, a autoridade chinesa instou Washington a suspender as tarifas e buscar uma solução por meio do diálogo. “Não há vencedores em uma guerra comercial”, afirmou.

As novas tarifas impostas por Trump elevam em 34% os tributos já existentes de 20% sobre importações chinesas. Desde sua volta à presidência, ele já havia implementado dois aumentos tarifários de 10%.



Segundo o republicano, as medidas são justificadas pela necessidade de conter o envio ilegal de fentanil da China para os Estados Unidos. Além das taxas sobre produtos chineses, Trump também anunciou tarifas de 46% sobre mercadorias do Vietnã e de 49% sobre produtos vindos do Camboja. O Brasil também foi afetado, com a imposição de uma tarifa de 10% sobre suas exportações para o mercado americano.



Especialistas consultados pela CNN Internacional avaliam que essas tarifas podem representar um ponto de inflexão nas relações entre Pequim e Washington, forçando grandes multinacionais a repensarem suas operações na China. Até o momento, a resposta chinesa às tarifas norte-americanas inclui taxações sobre produtos agrícolas e industriais dos EUA, como soja, trigo e carne de frango, além do fortalecimento do controle de exportações de minerais essenciais.

No entanto, analistas preveem que, desta vez, Pequim pode adotar retaliações mais estratégicas, atingindo setores politicamente sensíveis da economia americana.



Em paralelo, o Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu relatório mais recente, alertou que conflitos tarifários podem reduzir o crescimento econômico mundial em até 0,5% nos próximos dois anos. E mais: Moraes arquiva pedido de prisão de Jair Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)

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