Carlos desabafa após novo depoimento à PF: “me sentindo violentado”

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O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) prestou novo depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (4) e voltou a demonstrar insatisfação com a condução das investigações.

Durante o interrogatório, realizado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro negou manter qualquer relação próxima com Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual deputado federal pelo PL.



Segundo Carlos, seu primeiro contato com Ramagem se deu apenas em 2018, quando este assumiu a segurança pessoal de Jair Bolsonaro, logo após o então candidato à presidência sofrer um atentado em Juiz de Fora (MG). O vereador utilizou as redes sociais para relatar sua indignação com mais uma convocação da PF.

“Fui mais uma vez depor na Polícia Federal sobre outro fato, e apesar dos esforços do advogado, outra vez sem ter acesso aos autos, sem entender o motivo e, novamente, me sentindo violentado. É um absurdo gigantesco sentar inúmeras vezes na frente de um delegado, por mais gentil que seja, e se preocupar com o que falar para que superiores não deem liga a mais uma história – onde você tem que provar que é inocente, e não o contrário”, escreveu nas redes sociais.



Carlos Bolsonaro também criticou o que chamou de “boçalidade gigantesca” na condução dos depoimentos e comparou a sensação ao ter sua casa revirada em mandados de busca e apreensão. Em tom de desabafo, questionou a ausência de convocações em outros episódios envolvendo aliados e familiares, como o atentado contra Jair Bolsonaro e a prisão de Filipe Martins. “No que transformaram isso aqui?”, indagou.

“Tenho absoluta certeza de que o outro lado jamais passou por tanta humilhação, perseguição proposital e constante como alguns têm sofrido nos últimos anos”, concluiu.



Se quiser, posso complementar com mais informações sobre o inquérito, o papel de Ramagem ou o contexto da investigação. Deseja isso? Leia abaixo na íntegra!

“Fui mais uma vez depor na Polícia Federal sobre outro fato, e apesar dos esforços do advogado, outra vez sem ter acesso aos autos, sem entender o motivo e, novamente, me sentindo violentado. É um absurdo gigantesco sentar inúmeras vezes na frente de um delegado, por mais gentil que seja, e se preocupar com o que falar para que superiores não deem liga a mais uma história – onde você tem que provar que é inocente, e não o contrário.

A orientação superior para condução dos depoimentos é de uma boçalidade gigantesca, que não exime a sensação de estar sendo, mais uma vez, violado em seu direito de existir. A mesma sensação de chegar em casa e ver tudo revirado devido a mais uma busca e apreensão.



Por que a PF não me chamou para depor na tentativa de assassinato do meu pai se eu estava com ele? Por que o Presidente Jair Bolsonaro não foi chamado para depor no Caso da prisão surreal de Filipe G. Martins, já que a acusação diz que estavam no mesmo voo? Por que G. Dias não está sendo julgado se estava dentro do Palácio do Planalto servindo água a depredadores? Por que esculhambaram toda minha casa numa ação sem sentido algum? No que transformaram isso aqui? E tantas outras perguntas que me cravo todos os dias. Então, volto pra casa sozinho e preocupado, pensando no que deveria e não deveria, Meu Deus. Deito a cabeça no travesseiro e falo comigo mesmo: hoje foi igual a ontem, e amanhã será igual ao dia anterior.



Tenho absoluta certeza de que o outro lado jamais passou por tanta humilhação, perseguição proposital e constante como alguns têm sofrido nos últimos anos. As reações deles, vocês sabem exatamente como seriam.

Enfim, apenas compartilho mais um dia passado em minha vida. Que suas famílias e a fé de vocês lhes deem conforto, e que tudo fique bem no final. Vamos em frente!”



 

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