O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, encaminhou à ‘Assessoria de Enfrentamento à Desinformação da Corte’ o processo que envolve o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
Em despacho assinado nessa segunda-feira (12), o magistrado solicitou, com “máxima urgência”, uma análise técnica para verificar se mensagens semelhantes às questionadas no processo também circulam em outros canais e plataformas digitais. A unidade deverá ainda apurar se existem indícios de uma atuação coordenada para disseminar esse tipo de conteúdo.
A medida foi tomada no âmbito de uma ação apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O pedido de informações amplia a investigação sobre a circulação das mensagens, mas não representa uma conclusão do tribunal de que exista uma rede organizada de desinformação.
No despacho, Nunes Marques também determinou que a área especializada informe se identificou conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos analisados no processo e quais providências eventualmente foram adotadas dentro de suas competências.
“Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação.”
O caso envolve o “Exército do Lula”, canal que chegou a reunir mais de 3 milhões de seguidores e se tornou alvo de controvérsia no TSE.
O funcionamento do grupo motivou decisões individuais divergentes na Corte, em meio à discussão sobre os limites da atuação política e a disseminação de mensagens em ambientes digitais durante o período eleitoral.
Com a nova determinação, o tribunal busca reunir elementos técnicos para avaliar o alcance da circulação dos conteúdos questionados e a eventual existência de coordenação entre diferentes canais e plataformas. E mais: Quantos diretórios do MDB vão declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Congresso em Foco)

