Quantos diretórios do MDB vão declarar apoio a Flávio Bolsonaro

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A maioria dos diretórios estaduais do MDB decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial do segundo turno. A articulação, conduzida pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reúne representantes de 17 unidades da federação e deve ser formalizada nesta terça-feira (13), em um ato na capital paulista.

A iniciativa ocorre após a legenda optar pela neutralidade na primeira etapa da eleição. Para Nunes, a decisão inicial respeitou a diversidade política interna do partido, que conta com 27 diretórios estaduais, enquanto o apoio a Flávio representa uma oportunidade de ampliar a oposição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista à Rádio Eldorado na quinta-feira (8), o prefeito afirmou que o MDB tem suas “peculiaridades”, mas não pode se esquivar de suas responsabilidades políticas. Segundo ele, cabe agora ao presidente nacional da sigla, o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), coordenar os próximos passos da articulação.

O movimento, no entanto, não deve contar com a adesão de todos os diretórios. Estados em que o MDB mantém proximidade com o governo petista tendem a ficar de fora, como Alagoas, sob influência política dos Calheiros, e o Pará, ligado ao grupo dos Barbalhos.

Nunes defende que a decisão de liberar os diretórios para escolherem seus candidatos no primeiro turno foi acertada. Embora o MDB tenha participado do governo Lula com três ministérios, o prefeito avalia que um apoio formal ao presidente teria sido um equívoco.

Em entrevista ao jornal O Globo, Nunes afirmou que sua posição favorável a Flávio foi definida desde o início da disputa. Ele disse ter conversado com o senador e concluído que ele teria condições de governar o país e derrotar o PT.

“Desde o início, declarei apoio ao Flávio, fui um dos primeiros. Conversei com ele, que me convenceu de que estava bem intencionado para fazer uma boa gestão, e que era um nome forte para tirar o PT, que vem fazendo uma gestão péssima, particularmente com a cidade de São Paulo. Uma perseguição absurda. Estou fazendo um programa habitacional sem um centavo do governo federal (o Pode Entrar). Ficam segurando nossas operações de crédito. Além de outras questões: R$ 11 trilhões de dívida pública, uma gastança absurda, 82% da população endividada. Vejo no Flávio possibilidade de resgatar o país e dar uma condição de vida melhor para as pessoas”, disse.

Ao ser questionado se o MDB havia errado ao não declarar apoio a Flávio já no primeiro turno, o prefeito voltou a defender a estratégia adotada pela sigla. Para ele, a existência de diferentes correntes políticas dentro do partido justificava a neutralidade naquele momento.

“Não, porque o MDB é muito grande, com muitas forças políticas. Seria um erro se tivesse apoiado o Lula. Meu papel foi o de mostrar, para as pessoas do MDB, que esse não seria um bom caminho. O partido tem três ministérios, e o fato de liberar os seus diretórios para poder apoiar quem quisesse, aí sim eu acho que foi um acerto.”

Com o segundo turno em andamento, Nunes pretende ampliar a adesão de lideranças emedebistas à candidatura do senador do PL. A formalização do apoio dos diretórios favoráveis a Flávio busca consolidar a participação da legenda na reta final da campanha, sem exigir que os setores alinhados ao PT abandonem suas posições. E mais: Campanha de Flávio apresenta nova denúncia contra Janones no TSE. Clique AQUI para ver. (Foto: prefeitura de São Paulo; Fontes: Poder360; O Globo)

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