‘Avalanche bolsonarista’ aconteceu também nas Assembleias pelo Brasil

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O PL ampliará sua presença nos Legislativos estaduais a partir de 2027. Além de conquistar a maior bancada da Câmara dos Deputados desde 1986 e a maior representação no Senado, o partido terá a maior bancada em 11 Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Entre os estados, Santa Catarina é onde o partido ocupará a maior proporção de cadeiras, com 40% dos assentos. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 37%, e Rio de Janeiro, com 30%. A sigla é a mesma do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República.

Considerando as 1.059 vagas das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o PL elegeu 212 deputados estaduais e distritais. O PT, por sua vez, terá 141 representantes nessas Casas.

A distribuição das cadeiras também revela diferenças regionais na composição ideológica dos Legislativos. De acordo com levantamento da Folha de S.Paulo, baseado no GPS Partidário, Roraima terá a Assembleia com maior presença de partidos de direita, que ocuparão 83% das vagas. Mato Grosso do Sul aparece em seguida, com 75%, mesmo percentual registrado no Acre, em Mato Grosso e no Tocantins.

Já os partidos de centro terão maior representação em Alagoas, onde ocuparão 56% das cadeiras. Maranhão aparece na sequência, com 50%, seguido por Amazonas (46%), Pará (44%) e Piauí (43%).

A esquerda, por sua vez, terá sua maior participação no Ceará, com 59% das vagas. O Piauí aparece em segundo lugar, com 47%, seguido pela Bahia, com 41%, Pernambuco, com 37%, e Rio Grande do Sul, com 31%.

Quando a análise considera especificamente as bancadas do PT, o partido terá sua maior proporção de deputados estaduais no Piauí, onde ocupará 43% das cadeiras. Ceará, com 24%, e Bahia, com 22%, completam a lista dos estados com maior participação petista nos Legislativos locais.

Para classificar as legendas conforme seu posicionamento ideológico, a Folha utilizou o GPS Partidário, metodologia que distribui os partidos entre direita, centro e esquerda com base em cinco critérios.

O levantamento também identificou mudanças na participação feminina nas Assembleias Legislativas em comparação com 2022. Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá, Sergipe, Alagoas e Paraná registraram redução no percentual de mulheres eleitas.

As quedas mais expressivas ocorreram no Amazonas e no Acre, ambos com recuo de 12,5%. No Acre, a mudança significou que a representação feminina, que contava com três deputadas estaduais, passou a não ter nenhuma mulher eleita para a Assembleia. (Foto: Band; Fonte: Folha de SP)

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