Agora: Mendonça e Moraes batem boca em sessão do STF

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Dois bate-bocas se formaram na sessão de hoje (15) no STF. Os casos começaram quando o ministro Gilmar Mendes criticou nesta terça-feira (15) a forma como decisões de grande impacto institucional são tomadas pela Corte.

Durante a sessão extraordinária que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes, Gilmar relembrou um episódio envolvendo o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Gilmar afirmou que atuava como revisor no processo que discutia o afastamento do chefe da PF. Segundo o ministro, o caso começou a ser analisado às 10h e, apenas um minuto depois, ele pediu vista para examinar melhor a questão.

Antes disso, porém, Kassio Nunes Marques já havia apresentado seu voto, seguido poucos minutos depois por Luiz Fux.

“Salvo engano, às 10h04 o ministro Cássio já tinha votado. Eram 22 páginas de fundamentação. Às 10h06 o ministro Fux já tinha votado”, relatou.




O ministro afirmou que sua experiência na magistratura o levou a considerar necessária uma análise mais aprofundada antes de uma decisão que poderia provocar consequências relevantes para uma instituição estratégica do Estado.

“Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado, submetido à hierarquia, não faria afastamento de um Diretor-Geral da Polícia”, declarou.

Na sequência, Gilmar comparou o cargo ocupado pelo diretor-geral da PF a posições de comando de outras instituições de grande relevância. “É como afastar o diretor… o presidente da NASA. Ou tirar o comandante do Exército. Não se faz!”, afirmou.




A fala de Gilmar foi interrompida pelo Ministro Fux, que disse que a Polícia Federal criando uma PF ‘paralela’. Na sequência, houve uma segunda discussão, agora entre Moraes e Mendonça.

 

 

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