Conselho de Ética tem bate boca após pedido de cassação de Glauber Braga (Psol) por chutar militante do MBL

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O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), relator no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, solicitou a cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) devido a um incidente ocorrido em abril de 2024, quando o parlamentar foi acusado de agredir um militante do Movimento Brasil Livre (MBL). Durante uma discussão, Glauber chutou o ativista, o que motivou o processo por quebra de decoro parlamentar.

O voto de Magalhães, no entanto, ainda passará por uma revisão após o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) solicitar a análise do parecer. O documento deverá retornar à comissão para votação após cinco dias úteis, ou seja, na próxima semana. Caso seja aprovado, o pedido de cassação seguirá para o plenário da Câmara, onde será necessária nova aprovação.



Na comissão, militantes de esquerda, incluindo membros do PSOL, PCB e sindicatos, se manifestaram contra o parecer do relator. Durante o debate, uma das defensoras de Glauber chamou Magalhães de “desgraçado”, enquanto outro protestante o chamou de “capacho de Lira”. A manifestação ganhou força quando um grupo passou a gritar “Glauber fica”, o que levou o próprio deputado Glauber a pedir que a situação fosse acalmada. Veja ao fim da reportagem.

No seu relatório, Paulo Magalhães argumenta que, com base nas evidências, “verifica-se que o representado [Glauber Braga] extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando das prerrogativas que possui”. O relator conclui que, devido aos seus atos, é cabível a sanção da perda do mandato do deputado.



O conflito teve início dentro da Câmara, quando Glauber Braga e o militante Gabriel Costenaro se envolveram em uma troca de agressões, com o parlamentar desferindo chutes contra o ativista. A discussão se estendeu para o lado de fora da Casa, onde foi necessário o intervento da polícia legislativa, que levou os dois envolvidos para prestarem depoimento no Departamento de Polícia Legislativa (Depol).

Glauber, por sua vez, acusou Magalhães de ser um instrumento de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e afirmou que o processo contra ele está sendo usado para punir a crítica que fez ao parlamentar no ano anterior, quando chamou Lira de “bandido” durante uma sessão no Conselho de Ética. O caso foi arquivado na época, mas Glauber acredita que Lira estaria utilizando o episódio de agressão para atingir seu objetivo de cassar seu mandato.



Em sua defesa, Glauber alegou que, no momento da agressão, o militante do MBL o havia provocado e insultado sua mãe. “A reiteração das agressões daquele provocador são conhecidas. O relator sabe que não está pedindo a cassação por conta disso. Quando ele deitar para dormir hoje, ele vai saber que não tem nada a ver com aquele episódio. Ele sabe que a defesa da honra de minha mãe era, para mim, uma obrigação de vida”, declarou o deputado, mencionando que sua mãe faleceu no mês seguinte ao incidente. Veja outras notícias do dia AQUI. (Foto: reprodução redes sociais; Fonte: CNN)

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