MST mantém bloqueio de ferrovia e estrada rural no Pará pelo 3º dia

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantém, pelo terceiro dia consecutivo, o bloqueio da Estrada de Ferro Carajás e da estrada das Três Voltas, em Parauapebas, no sudeste do Pará.

A mobilização, denominada Jornada de Luta por Direitos e Reforma Agrária Popular, denuncia a atuação da mineradora Vale e cobra ações do governo. Entre as reivindicações, estão a devolução de terras pela empresa para fins de assentamento, a criação de um fundo social financiado pela CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) e a construção de 10 mil casas populares.



Com faixas e cartazes, os manifestantes alegam que a inclusão de moradores de 11 municípios próximos à ferrovia está sendo negligenciada. Segundo o movimento, o bloqueio só será encerrado após uma reunião com representantes da mineradora Vale e autoridades públicas.

A Polícia Militar, juntamente com agentes de escolta ambiental, montou barreiras nos arredores da ferrovia para controlar a situação e proteger áreas de preservação. Motoristas e moradores que tentaram acessar a estrada das Três Voltas e a ferrovia foram obrigados a retornar devido ao bloqueio total.



O MST também solicita um programa de renda mínima de R$ 1.000 para famílias. Em nota, a Vale afirmou: “A Vale reitera que recolhe integralmente todos os tributos devidos e que a interdição gera severos impactos à população que utiliza o Trem de Passageiros, bem como impacta a circulação de combustíveis na região Norte”.



A mineradora Vale destacou que a interdição tem causado transtornos, afetando diretamente mais de mil passageiros que utilizam o trem entre Parauapebas e São Luís, no Maranhão.

A paralisação da ferrovia resultou na suspensão do serviço de trem entre Parauapebas e São Luís, afetando 1.256 pessoas apenas no primeiro dia do protesto, segundo a mineradora. Clique AQUI para ver reportagem.

Norte e sul
Famílias do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) iniciaram invasões no Rio Grande do Sul e bloqueios no Pará nesta terça-feira (3), sob a justificativa de protesto contra as políticas de reforma agrária do governo Lula. A mobilização, batizada de ‘Natal com Terra’, deve continuar nos próximos dias.

Pela manhã de ontem, cerca de 170 famílias ocuparam duas propriedades rurais em Pedras Altas, no sul gaúcho, totalizando 2.000 hectares.

Os manifestantes, oriundos do acampamento Sebastião Sales, em Hulha Negra, cobram o assentamento de aproximadamente 1.500 famílias acampadas no estado.



Simultaneamente, em Porto Alegre, cerca de 200 integrantes do movimento iniciaram uma vigília na sede do Incra, exigindo mais celeridade nas vistorias e aquisição de terras. A prefeitura de Pedras Altas informou que monitora a situação, enquanto o Incra agendou uma reunião com representantes do movimento ainda nesta terça-feira. E mais: XP projeta Selic a 14,25% e dólar estabelecido em R$ 6. Clique AQUI e APOIE nosso trabalho. (Foto: reprodução vídeo; Fontes: G1; Folha de SP)

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